Biblioteca da Faculdade de Medicina acolhe a exposição "Hannah Arendt: 50/80"

Terça-feira, Junho 16, 2026 - 17:45

A Biblioteca da Faculdade de Medicina convida toda a comunidade académica e o público em geral a visitar a exposição "Hannah Arendt: 50/80", que poderá ser visitada de 15 de junho a 10 de julho de 2026.  

Após a sua apresentação na Biblioteca Universitária João Paulo II, em Lisboa, esta mostra chega agora à Faculdade de Medicina, reforçando o compromisso da Universidade com a promoção do pensamento crítico, do diálogo interdisciplinar e da reflexão sobre a responsabilidade ética no mundo contemporâneo. 

A exposição foi desenvolvida por Bernardo Freitas – em colaboração com a Biblioteca Universitária João Paulo II – alumni do curso de mestrado em Ciência Política e Relações Internacionais: Segurança e Defesa, do Instituto de Estudos Políticos, no âmbito da sua dissertação de mestrado dedicada à obra e ao legado intelectual de Hannah Arendt, intitulada “O conceito de modernidade em Hannah Arendt: da antissistematicidade ao agregado”. Por meio de um conjunto diverso de fontes documentais, a exposição aborda tanto a biografia de Hannah Arendt quanto os conceitos centrais da sua obra. Entre os temas em destaque, encontram-se A Condição Humana, a Modernidade, o Totalitarismo e a Banalidade do Mal, eixos fundamentais para a compreensão do pensamento arendtiano e da sua atualidade no debate político, ético e filosófico contemporâneo. 

Na Faculdade de Medicina, esta reflexão ganha uma ressonância particular ao convocar também questões centrais da ética na investigação com seres humanos. O pensamento de Hannah Arendt, marcado pela atenção à responsabilidade individual, ao exercício do julgamento crítico e aos perigos da obediência acrítica, permite estabelecer uma ponte com princípios fundamentais que orientam a investigação biomédica e em saúde: o respeito pela dignidade da pessoa, a autonomia, o consentimento informado, a confidencialidade, a avaliação ponderada dos riscos e benefícios, a justiça na seleção dos participantes e a proteção de pessoas ou grupos em situação de vulnerabilidade. 

A exposição “Hannah Arendt: 50/80” pretende, assim, constituir-se como um espaço de reflexão e debate, acolhendo não apenas aqueles que já estão familiarizados com a obra de Hannah Arendt, mas também todos os que desejem iniciar-se no estudo dos seus postulados. Neste sentido, a mostra assume-se igualmente como uma homenagem à vida, ao percurso intelectual e à relevância duradoura desta importante teórica política, sublinhando a atualidade do seu pensamento em áreas tão diversas como a política, a filosofia, a medicina, a ciência e a ética da investigação. 

A exposição está aberta a toda a comunidade académica e ao público em geral, promovendo o acesso livre, inclusivo e gratuito à cultura e ao conhecimento. 

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