Dia Mundial da Saúde: “O curso de Medicina da Católica vai formar médicos mais atentos aos doentes”

Quinta-feira, Abril 7, 2022 - 15:03

“Sempre quis tirar Medicina, mas nunca pensei que o conseguia fazer em Portugal. Quando soube que a Católica ia abrir uma Faculdade de Medicina, tive a certeza que tinha de agarrar a oportunidade”. É desta forma que Beatriz Serra explica a sua escolha. Tem 19 anos e está a frequentar o 1.º ano do Curso de Medicina da Universidade Católica Portuguesa. Diz, com orgulho, que faz parte dos “primeiros cinquenta”. Ali está a realizar o seu sonho, mas “também o da avó Ana de Lurdes de 82 anos, que também estudou Medicina, apesar de não ter concluído o curso e que tem um enorme orgulho na neta”.

“Tirar o curso em Portugal dá-me uma grande tranquilidade”, refere Beatriz, acrescentando que “é muito importante estudar perto da família e dos amigos”.

“Mas não é só isso. Todo o curso é diferente. O método Problem-based Learning permite uma aprendizagem muito mais eficaz, porque nós é que temos de encontrar as soluções”, salienta a aluna, lembrando os tempos de estudo do secundário “em que só decorávamos a matéria e logo a seguir aos exames, já tínhamos esquecido tudo.”

“Totalmente diferente do que fazemos aqui”, salienta a futura médica, acrescentando que “nas sessões de grupo, é apresentado um problema e todos apresentam, aos colegas e aos professores, soluções com base nas pesquisas que cada um fez.” Além disso, refere, “há uma grande ligação entre colegas e uma proximidade, que não é habitual, com os professores.”

É claro que umas cadeiras “são mais interessantes que outras”, diz a aluna, dando o bom exemplo da disciplina Regulação e Integração, porque “é fascinante como os rins regulam todo o nosso organismo”, mas também foi “muito interessante estudar o Sistema Cardiorrespiratório”, confessa com um sorriso.

Para além de tudo isto, Beatriz Serra faz questão de referir a importância das consultas simuladas, que os alunos fazem logo no 1.º ano. “Neste curso aprendemos desde o início a tratar dos doentes e não da doença”, refere a aluna, acrescentando que isso “permite uma maior ligação com as pessoas que temos de tratar”.

“Quando vejo os vídeos das minhas primeiras consultas, percebo a grande evolução que já tive”, diz com um sorriso.

“Tenho a certeza de que os médicos da Católica vão sair com uma grande empatia com os doentes. Muito mais atentos”, conclui a aluna.