As lesões traumáticas do sistema nervoso central, como a lesão medular e o traumatismo cranioencefálico, têm múltiplos efeitos secundários, desde o comprometimento funcional à inflamação e à disfunção metabólica. A força mecânica do traumatismo compromete a rede vascular, danificando os componentes da unidade neurovascular das barreiras hematomedular e hematoencefálica, como as células endoteliais, os pericitos e os pés dos astrócitos. Quando este sistema fica comprometido e a barreira é danificada, aumenta a infiltração de células imunitárias e de mediadores pró-inflamatórios, contribuindo para a inflamação central e sistémica, agravando os danos nos tecidos e comprometendo a sua reparação.
Missão
O nosso laboratório procura compreender de que forma as populações celulares vasculares e perivasculares das barreiras hematoencefálica e hematomedular podem influenciar a reparação após uma lesão medular ou um traumatismo cranioencefálico.
Recentemente, identificámos dois novos intervenientes vasculares cuja expressão é induzida pela lesão, CD9 e MYLIP, e estamos a investigar o papel destas proteínas no metabolismo, na neuroinflamação e na plasticidade. O nosso objetivo é demonstrar que estas proteínas, que integram os componentes da barreira, podem constituir alvos para novas estratégias terapêuticas.
Coordenadora: Isaura Martins
Neurorregeneração | Lesão Medular | Traumatismo Cranioencefálico | Inflamação | Células Endoteliais | Barreira Hematoencefálica e Hematomedular | Envelhecimento | Periferia e Inflamação Sistémica | Comportamento Animal | Modelos de Ratinho | Envelhecimento Vascular | Dor Neuropática
Publicações:
- Martins I and Neves-Silva D, et al. Mouse Spinal Cord Vascular Transcriptome Analysis Identifies CD9 and MYLIP as Injury-Induced Players. 2023, International Journal of Molecular Sciences.