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Ecrãs e infância: O que perdemos quando as crianças deixam de se aborrecer

Quarta-feira, Janeiro 7, 2026 - 17:55
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Visão

Artigo de opinião por Ana Rita Constante


Crianças expostas a ecrãs brincam menos e passam mais tempo sentadas ou paradas (iniciando hábitos de sedentarismo por vezes antes de começarem a andar). Têm uma capacidade de concentração diminuída e o controlo de impulsos dificultado. As crianças podem inclusive deixar de conseguir “estar aborrecidas” – e, por mais incrível que pareça, sem aborrecimento, não existe criatividade.

A minha geração cresceu com a Rua Sésamo aos fins-de-semana e a música dos Patinhos antes de dormir. Contudo, nos últimos 25 anos os ecrãs evoluíram de uma forma que, nessa altura, era inimaginável. Hoje temos plataformas de streaming sem pausas, onde escolhemos o que vemos e quando, e os ecrãs, antes fixos num móvel da sala, passaram a ser pequenos, portáteis e táteis, acompanhando-nos 24/7.

Se é verdade que, quando nós eramos crianças, já existiam ecrãs – para as crianças de agora, a realidade é 100% diferente. E se há 5/10 anos podíamos dizer que não sabíamos se existiam consequências dessa exposição, agora já não é assim.

(...)

Poderá ler o artigo na íntegra na Visão.

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