Luís Rocha, ERA Chair Holder do projeto europeu CBeRa, da Faculdade de Medicina da Universidade Católica Portuguesa, explica como a ciência dos sistemas complexos poderá abrir caminho a uma nova geração de modelos capazes de prever e tratar doenças de forma mais personalizada.
"A ciência de dados traz a possibilidade de fazer modelos multiescala [modelos que analisam uma doença integrando informação de diferentes níveis, dos genes e células aos órgãos, ao comportamento e ao contexto social do doente] que possam ir além de estudos baseados apenas na biologia molecular baseada em organismos modelo como, por exemplo, ratos ou moscas. Hoje, temos disponíveis dados multiómicos [informação biológica recolhida em diferentes níveis do organismo, como genes, proteínas, metabolismo e microbiota, analisada em conjunto para compreender melhor uma doença], registos de saúde eletrónicos e até dados não convencionais de coortes digitais, por exemplo, nas redes sociais. A estes juntam-se avanços computacionais e teóricos na caracterização de sistemas complexos multiescala e multivariados."
Veja aqui a entrevista na íntegra.